HDR10+ chega ao Disney Plus: melhora na imagem pode ser sutil para muita gente

ago, 21 2025

O Disney Plus vai adotar HDR10+. É um avanço técnico importante: a plataforma passa a usar metadados dinâmicos para ajustar a imagem cena a cena (ou quadro a quadro), prometendo brancos mais controlados, pretos com mais detalhe e cores mais fiéis. A novidade foi confirmada na CES 2025 por Marc Finer, da Communication Research Inc., falando em nome da HDR10+ Technologies LLC, entidade que certifica o padrão.

Na prática, o serviço entra no mesmo grupo de apps que já oferecem suporte a HDR10+, como Prime Video, Paramount+, YouTube, Hulu e Apple TV+. Diferente do HDR10 “tradicional”, que aplica um único pacote de informações para todo o conteúdo, o HDR10+ atualiza o mapeamento de tons continuamente, o que ajuda a preservar detalhes em áreas muito claras e muito escuras.

O que muda na prática

Começa pelo controle de brilho e contraste. Com metadados dinâmicos, a plataforma orienta a TV a exibir cada cena no ponto ideal: se o filme tem um pôr do sol com reflexos intensos, o pico de luminância é ajustado para não estourar os brancos; se há sombras profundas, o preto ganha textura sem virar um bloco chapado. Isso reduz clipping e banding e mantém a intenção do colorista, especialmente em obras masterizadas para HDR10+.

Outra diferença está na consistência. Em HDR10 estático, o televisor precisa “adivinhar” a melhor forma de distribuir brilho ao longo do título inteiro. Em HDR10+, essa escolha é guiada cena a cena, o que costuma render uma imagem mais estável entre sequências claras e escuras. Em comparação com soluções proprietárias como Dolby Vision, o HDR10+ tem a vantagem de ser um padrão aberto e sem cobrança de licenças, algo que pesa no bolso de distribuidoras e fabricantes.

Por que tanta gente talvez não perceba tudo isso? Primeiro, muitos televisores já fazem um trabalho interno de tone mapping que esconde parte da diferença. Segundo, streaming tem limites de bitrate: compressão pesada pode mascarar nuances finas de cor e textura. Terceiro, sala clara mata contraste; quem vê com a janela aberta ou luz forte tende a perder detalhes que o HDR10+ tenta preservar. Por fim, o ganho máximo aparece em conteúdos masterizados especificamente para o formato — e a atualização do catálogo é gradual.

No lado técnico-operacional, o HDR10+ agrada os streamings porque combina padronização robusta, certificação global e adoção relativamente simples — sem taxas de licenciamento. Isso facilita levar o recurso a apps, smart TVs, set-tops e players sem complicar custos nem a cadeia de entrega do vídeo.

Quem vai notar e quando

O impacto maior deve aparecer em TVs e projetores compatíveis com HDR10+, especialmente modelos médios e premium de marcas que já abraçaram o padrão. Títulos novos e grandes lançamentos tendem a receber o tratamento primeiro; o catálogo mais antigo costuma vir depois, conforme studios e laboratórios reprocessam masters.

Alguns sinais de mercado mostram que o ecossistema está acelerando. A Electronic Arts lançou Dragon Age: The Vailguard com suporte a HDR10+ em PCs compatíveis. A Intel anunciou suporte em suas GPUs ARC, cobrindo quase 30 produtos, o que amplia a base de hardware pronta para o padrão. Na aviação, a Panasonic Avionics certificou seus sistemas de entretenimento de bordo. E no broadcast, grupos como a Gray Media e a NBC 4 New York já usam HDR10+ em parte da programação.

Para o assinante, vale um checklist simples para tirar o melhor da novidade:

  • TV, monitor, projetor ou set-top com suporte a HDR10+ (confira no manual ou nas especificações).
  • App do Disney Plus atualizado e, quando possível, reprodução em qualidade alta com conexão estável.
  • Entradas HDMI habilitadas para HDR e modo de imagem adequado (Filme/Cinema em vez de Vívido).
  • Ambiente controlado de luz: menos reflexos, mais contraste percebido.

Mesmo com tudo certo, espere mudanças discretas em muitos casos. A diferença tende a saltar aos olhos em cenas difíceis — explosões sob céu claro, reflexos metálicos, neon à noite — e em produções com masterização cuidadosa. Em maratonas diurnas, no modo de imagem “dinâmico” e com bitrate limitado, o efeito pode ficar tímido.

Do lado do Disney Plus, a adoção do HDR10+ também conversa com gestão de banda. Metadados dinâmicos ajudam a TV a fazer um tone mapping mais eficiente sem exigir um fluxo de dados muito maior, mantendo a experiência estável para mais gente. E, por não ter royalties, o padrão reduz atrito na hora de negociar suporte com fabricantes e parceiros.

Quem usa dispositivos externos também deve ver benefício. Players e boxes recentes já suportam HDR10+, e a presença do padrão em GPUs da Intel facilita a vida de quem assiste no PC conectado à TV. Em aviões, onde as telas vêm de fornecedores certificados, a chance de ver o formato aumentar no entretenimento de bordo cresce junto com a oferta.

Em resumo prático: o HDR10+ soma mais controle ao que você vê, e isso é bom. Mas é uma coleção de pequenos ajustes finos, não um salto gritante. Para notar, o combo ideal é conteúdo masterizado para o formato, dispositivo compatível, ambiente controlado e configuração de imagem correta. O resto do trabalho fica com o algoritmo que lê a cena quadro a quadro e entrega aquele brilho extra onde importa.

20 Comentários

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    rosangela c gomes

    agosto 23, 2025 AT 15:13

    ahhh finalmente! minha tv nova é HDR10+ e já tava morrendo de saudade de ver aquela cor de azul no céu de Star Wars sem parecer plástico. não é milagre, mas quando funciona, é tipo ver o filme pela primeira vez de novo.

    pra quem tá com preguiça de entender, é só ligar o modo cinema e deixar o algoritmo fazer o trabalho sujo.

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    Gabriel Henrique

    agosto 24, 2025 AT 05:08

    mais uma dessas coisas que os gringos inventam pra nos fazer achar que estamos no futuro, mas no fim das contas só serve pra quem tem TV de R$8mil e sala escura como uma cela. aqui no Brasil, a maioria tá assistindo no celular com luz do sol batendo na tela e achando que é normal o rosto do ator virar um quadrado branco.

    e ainda tem gente que acha que isso é progresso. isso é só marketing com outro nome.

    o que deveria ter vindo é internet decente, não mais padrões de cor que ninguém entende.

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    Dante Baptista

    agosto 26, 2025 AT 00:44

    hmm... então agora o disney vai cobrar mais por isso? porque se for só pra deixar o branco um pouquinho menos cego, eu prefiro o HDR10 normal e o dinheiro no churrasco.

    eu não vejo diferença. e se você vê, provavelmente tá com o olho de quem já pagou por um cinema IMAX.

    meu celular tem HDR10+ e ainda assim parece que tô vendo um desenho animado de 2008.

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    Luiz Eduardo Paiva

    agosto 26, 2025 AT 17:31

    isso aqui é uma armação da indústria americana pra vender mais TVs. vocês não veem? primeiro eles fazem um padrão aberto, depois fazem os fabricantes chineses produzirem TV com HDR10+ e depois dizem que só quem tem isso é "premium". tudo pra você trocar a TV de 2020 por uma de 2025.

    e o Disney Plus? tá querendo aumentar o preço e disfarçar com "melhorias técnicas". isso é golpe, não evolução.

    no Brasil, a gente paga o dobro pra ter o mesmo conteúdo. e agora ainda tem que comprar um novo aparelho? nem se eu for o último brasileiro nesse planeta.

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    Davi Peixoto

    agosto 27, 2025 AT 15:00

    o HDR10+ é tecnicamente superior ao HDR10 estático em termos de precisão de mapeamento de luminância por quadro. a diferença é mais perceptível em conteúdos masterizados com metadados dinâmicos e em displays capazes de reproduzir altos picos de brilho com baixo clipping.

    em ambientes iluminados ou com compressão de bitrate elevada, os ganhos são marginalizados pela limitação do sistema de entrega, não pela ineficácia do padrão.

    o impacto real depende da cadeia completa: origem, transmissão, dispositivo, ambiente.

    sem todos os elos, o benefício é teórico.

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    Ranon Malheiros

    agosto 28, 2025 AT 03:38

    ALGUÉM SABE SE ISSO É REAL OU SE É MAIS UMA DO DISNEY PRA NOS FAZER ACREDITAR QUE AINDA TEM ESPERANÇA? 🤡

    eu juro que se eu vir mais um "melhoria técnica" que exige um novo controle remoto, eu jogo a TV pela janela. já vi 3 "revoluções" de imagem e todas acabaram em "ah, mas você não tem a TV certa".

    se isso é tão bom, por que não tá em todos os filmes? por que só nos lançamentos? porque a Netflix não tá fazendo isso? 🤔

    tem coisa errada aí. muito errada.

    #HDR10PlusScam

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    Victória Anhesini

    agosto 28, 2025 AT 20:12

    amei essa novidade!! 🥳 mesmo que seja pequena, é um passo pra gente ver as coisas como o diretor queria, né? tipo, já vi tantos filmes que pareciam que o preto virou tinta de caneta... agora vai ser diferente! mesmo que só um pouquinho.

    quem tiver uma TV boa, vale a pena tentar. e se não tiver, não tem problema, a gente ainda ama o filme igual!

    o importante é a gente não desistir de querer ver melhor, mesmo que o mundo não esteja pronto.

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    Joseph Antonios

    agosto 30, 2025 AT 17:14

    isso é uma fraude. ninguém precisa disso. o que importa é a história. se o filme é bom, não importa se o preto é mais escuro ou se o branco é um pouco mais branco. isso é vaidade. é luxo. é coisa de gente que tem dinheiro sobrando e não sabe o que fazer com ele.

    enquanto tem gente sem luz em casa, vocês discutem se o azul do céu é mais azul. isso é moralmente errado.

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    Alisson Karlinski

    agosto 31, 2025 AT 05:24

    o HDR10+ é a manifestação da alienação tecnológica moderna - uma busca por perfeição visual que ignora a imperfeição humana.

    quem vê a diferença? quem se importa? o cinema era sobre emoção, não sobre espectro de luminância.

    estamos trocando a alma da narrativa por um algoritmo que ajusta o brilho de um pôr do sol em tempo real. e isso é chamado de progresso?

    o verdadeiro avanço seria o desaparecimento da necessidade de se justificar o prazer por meio de especificações técnicas.

    o que importa é se você sentiu algo. não se o preto tem 0,0001% mais detalhe.

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    Brunna Lima

    setembro 1, 2025 AT 16:22

    isso é uma vergonha. vocês acham que o Brasil merece isso? enquanto a gente tem escola pública caindo aos pedaços, o Disney Plus tá lançando um padrão de cor que só quem tem TV de R$10 mil pode usar. isso é elitismo disfarçado de tecnologia.

    e ainda tem gente que comemora? não tem vergonha? isso é um ataque direto à cultura popular brasileira. se você não tem dinheiro pra isso, você não merece ver o filme como ele é.

    isso não é evolução. é exclusão.

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    Roseli Pires

    setembro 2, 2025 AT 20:44

    eu comprei uma TV nova só por causa disso e não vi nada diferente. acho que é só marketing mesmo. minha filha disse que viu um detalhe no cabelo do personagem, mas eu não vi nada. talvez eu seja cego para cores.

    ou talvez eu só esteja cansado de ser enganado por "melhorias" que não mudam nada.

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    Gilmar Alves de Lima

    setembro 4, 2025 AT 05:14

    se você tem uma TV boa e uma sala meio escura, vale a pena tentar. não é um salto, mas é como passar de preto e branco pra cor - pequeno, mas significativo.

    e se você não tem? não se preocupa. o filme ainda é bom. o importante é curtir o que tá na tela, não o número do padrão.

    eu testei com Spider-Man: Across the Spider-Verse e o vermelho do traje realmente parecia mais vivo. não é magia, mas é um toque de carinho do time de edição. vale a pena.

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    Wesley Lima

    setembro 4, 2025 AT 18:16

    ah, então agora o disney tá fazendo o que a Netflix fez em 2017 e chamando de inovação? 🙄

    isso é só um upgrade de marketing. o que muda na prática? nada, se você não tiver uma TV de R$8mil e uma sala de cinema em casa.

    mas... se você tem? então tá, parabéns. você é um dos 3% do Brasil que pode ver isso. o resto tá com o celular no colo e a luz do sol batendo na tela. e isso? isso é real.

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    Giovanni Cristiano

    setembro 5, 2025 AT 13:10

    isso é ridículo. todo mundo tá querendo ser técnico agora. mas o que importa é se o filme te emocionou. se você tá preocupado com o brilho do sol, você não tá assistindo o filme. você tá assistindo um manual de especificações.

    isso é pior que o 4K. pelo menos o 4K dava mais detalhe. isso aqui é só um ajuste que ninguém vai notar.

    parem de gastar dinheiro com isso e deem para quem precisa.

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    Reinaldo Lima

    setembro 6, 2025 AT 20:17

    se você tem um bom display e assiste em ambiente escuro, o HDR10+ é como descobrir que o seu vinho favorito tem notas de frutas que você nunca tinha percebido. não é um novo vinho, mas agora você sente mais dele.

    é sutil, mas é real. não é para todo mundo, mas é para quem quer ir um pouco além.

    e se você não sente a diferença? tudo bem. o filme ainda é lindo. a tecnologia só amplifica, não cria a magia.

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    Tereza Pintur

    setembro 7, 2025 AT 08:47

    será que isso é só pra esconder que o Disney Plus tá com menos conteúdo novo? tá tudo bem, eu entendo. se não tem novos filmes, então vamos falar de cores. brilho. contraste. metadados dinâmicos.

    isso é uma distração. uma fumaça. enquanto o catálogo fica mais vazio, eles inventam novas palavras pra fazer a gente achar que tá melhorando.

    o que eu quero é mais filmes brasileiros. não mais tons de preto.

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    CarlosSantos Santos

    setembro 8, 2025 AT 11:00

    isso aqui é tipo quando você troca o fone de ouvido e de repente ouve o violão no fundo da música que já tinha escutado 50 vezes. não era invisível antes, mas agora você percebe.

    é assim com o HDR10+. não é uma mudança de vida, mas é um detalhe que faz você se lembrar por que você ama cinema.

    se você não sente, tudo bem. mas não desmereça quem sente. cada pessoa tem seu jeito de ver.

    e se você tem uma TV boa? aproveita. é um presente pequeno, mas bonito.

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    Dayene Moura

    setembro 9, 2025 AT 11:01

    eu chorei no último episódio de The Last of Us porque o brilho do sol na janela parecia real... e eu não sabia que era por causa do HDR10+.

    agora que eu sei, fico feliz. não porque é tecnologia, mas porque o artista conseguiu que a luz entrasse na sala comigo.

    isso é o que importa. não o nome do padrão. o que importa é que você sentiu algo.

    obrigada, Disney. mesmo que seja só um pouco.

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    Fabrício e Silva Sepúlveda

    setembro 10, 2025 AT 09:29

    isso é uma piada. vocês acham que isso vai mudar o mundo? o mundo tá pegando fogo e vocês estão discutindo se o preto é mais preto. isso é o que a elite quer: que a gente se distraia com detalhes técnicos enquanto o sistema nos esmaga.

    isso é controle. é manipulação. é entretenimento de luxo pra manter o povo calado.

    o verdadeiro inimigo não é a falta de HDR. é a falta de justiça.

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    Rafael Spada

    setembro 10, 2025 AT 15:22

    se a tecnologia serve para aproximar a arte da intenção do criador, então sim, é um avanço.

    mas se ela serve apenas para criar hierarquias de consumo - quem tem, vê melhor; quem não tem, vê mal - então é uma traição.

    o cinema deveria ser para todos. não para os que têm o aparelho certo.

    talvez o verdadeiro HDR10+ seja a empatia. ver o mundo como ele é, não como o algoritmo decide que deveria ser.

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